Brasileiros já aplicam mais de R$ 100 milhões em fundos de criptomoedas

Para os que apostam nas criptomoedas como alternativa de investimento uma boa notícia: o Bitcoin triplicou de valor no primeiro semestre deste ano, atingindo um crescimento de 330%.

Ainda uma novidade no Brasil, os fundos que investem sua carteira em criptomoedas já ultrapassam a marca de R$ 100 milhões em patrimônio líquido, ajudados pela alta do dólar — que fez disparar o valor, em reais, de bitcoins e afins — e pelo processo de popularização dessas aplicações. 

Segundo levantamento da QR Asset Management, uma das três gestoras do segmento operando no país, os sete veículos abertos aos investidores brasileiros possuem R$ 116,5 milhões de patrimônio. 

Embora os criptoativos não estejam regulamentados no Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) permite desde 2018 a exposição indireta dos investidores a eles, por meio de fundos locais que invistam parte do patrimônio no exterior.

Considerando apenas o patrimônio de fato alocado em criptoativos nesses fundos, o valor é de R$ 84,9 milhões. Isso porque a maioria dos fundos aplica apenas parte dos recursos na classe. Os dois fundos mais acessíveis, abertos a qualquer investidor, têm uma exposição de apenas 20% às criptomoedas. É o caso do BLP Criptoativos, da gestora BLP, e do Discovery, da Hashdex. Esse último tem investimento mínimo de apenas R$ 500 e se tornou, na semana passada, o primeiro fundo do gênero disponível na prateleira da XP Investimentos

No caso desses veículos, o restante do patrimônio é aplicado em ativos de renda fixa.

Os únicos fundos com exposição total do patrimônio a criptomoedas são os dois geridos pela própria QR Asset e o Voyager, da Hashdex. Mas esses veículos só podem ser acessados por investidores qualificados, aqueles com patrimônio de pelo menos R$ 1 milhão em investimentos.   

Apesar das restrições, o número de cotistas dos fundos de criptomoedas está crescendo. Em janeiro do ano passado, eram apenas 371 no país. Agora, já somam 7.410. 

— Fundos de investimento são regulados e, logo, são a forma mais segura de se investir em criptoativos. Sobretudo porque, no Brasil, essa classe de ativos é indevidamente utilizada em muitas ofertas fraudulentas de investimento — afirmou Fernando Carvalho, sócio da QR Asset.

Os fundos de criptomoedas ainda são incipientes em todo o mundo. Em maio, a consultoria PwC estimou em apenas US$ 2 bilhões o patrimônio de todos os “hedge funds” de criptoativos. Mesmo assim, o valor é o dobro do registrado em 2019. A carteira média desses veículos é de US$ 44 milhões.  

Fonte: O Globo.

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